Dieta da eliminação: como funciona o corte de alimentos


A cada temporada uma nova dieta ganha fama e adeptos. No momento, muito se fala sobre a Dieta da Eliminação, que tem por objetivo cortar alimentos que supostamente fazem mal à saúde do paciente e contribuem para o excesso de peso. Quando a pessoa não tem restrição alimentar por questões de saúde, faz sentido tirar da alimentação o glúten e a lactose, por exemplo? Que sintomas a eliminação de classes de alimentos ajuda a reduzir?

A nutricionista especializada em Nutrição Ortomolecular e Esportiva, Gabriela Zugliani, faz questão de enfatizar: “O objetivo principal é a saúde, sempre. O emagrecimento vem em consequência. E deve ter o acompanhamento de um especialista, claro.”

Para Zugliani, um grupo de alimentos que faz muita diferença quando retirado do cardápio é o carboidrato. “O alto consumo de carboidratos refinados, encontrados em massas, pães e doces, gera picos de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Consumo excessivo de carboidratos pode gerar compulsão alimentar, distúrbios no sono, falta de disposição e inchaço no corpo”, explica.

Ao mesmo tempo, pessoas com problemas renais e diabéticos devem tomar precaução antes de fazer uma dieta totalmente sem carboidratos. Ao retirar a substância do cardápio, aumenta-se o consumo de proteína, que pode sobrecarregar os rins, aumentar as taxas de ureia e a creatinina, além de desenvolver inflamação. A dieta não é milagrosa. Pode ser feita permanentemente ou por um determinado período de tempo. Quando a pessoa voltar a introduzir o grupo alimentar retirado, corre o risco de ganhar o peso perdido.

De acordo com a nutricionista, todo e qualquer programa de emagrecimento deve estar associado a uma mudança completa de hábitos, com a adoção de alimentação saudável e a prática de atividades físicas. “A dieta deve ser a porta de entrada para uma reeducação alimentar que você vai levar durante a vida inteira”, frisa. Uma sugestão é passar por um “detox” antes de qualquer início de dieta. Isso ajuda a eliminar toxinas e prepara o corpo para receber os nutrientes.

Uma preocupação de quem pensa em fazer essa dieta é ficar intolerante a algum tipo de alimento, ao cortá-lo do menu. Gabriela esclarece que isso não ocorre. “Ao cortar o glúten, a pessoa fica menos resistente a ele e, quando volta a ingerir, passa a sentir os verdadeiros efeitos negativos dessa substância. À medida que o consumo volta a ser frequente, ela fica mais tolerante novamente. É questão de hábito do organismo”, explica.

O outro lado da moeda

A nutróloga especializada em obesidade pela Universidade de Harvard Tamara Goes tem outra visão sobre esse tipo de dieta. Ela credita o sucesso do método ao “boom” registrado nos Estados Unidos, em 2014, quando atribuíram a esse regime o título de favorito das estrelas.

“Dieta de eliminação não é pra perda de peso. Serve para o paciente conseguir aceitar e processar melhor certos tipos de alimentos: leite e derivados, frutos do mar, álcool, castanhas, irritantes (pimenta, condimentos fortes) e ovos”, explica.

A nutróloga ressalta que a dieta é feita em fases. Sendo que, a depender do método utilizado, a primeira dura entre 21 e 23 dias. Retiram-se todos os alimentos que possam estar produzindo um efeito negativo no organismo do paciente. Depois é preciso observar os resultados e voltar a introduzir gradualmente o alimento, para que a pessoa com o sistema já mais reforçado não tenha nenhum tipo de reação.

“Não vejo grandes resultados com essa dieta para a maioria das pessoas. Ela pode ser útil para quem tem refluxo gastrointestinal, algumas doenças de pele, dores de cabeça, constipação, intolerâncias e alergias a algum alimento”, finaliza.

(Fonte: Metrópoles)


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