Low-carb: como a redução de carboidratos auxilia o emagrecimento


Low-carb é a expressão em inglês para “baixo carboidrato”, ou seja, um hábito alimentar low-carb é basicamente aquele que tem baixo consumo de carboidratos. Em média um consumo menor que 100g por dia é considerado low-carb.

O princípio da utilização da dieta pobre em carboidrato baseia-se no fato de que, havendo uma grande restrição de carboidratos, com a sua resultante cetose, há uma oxidação lipídica, promovendo um efeito de saciedade e um aumento do gasto energético, fatores que devem promover um balanço energético negativo e consequente perda de peso.

Esta dieta, também conhecida como dieta cetogênica, tem essa denominação devido ao fato de quando a gordura é consumida metabolicamente, decompõe-se em glicerol e ácidos graxos livres, formando pares de dois compostos de carbono, denominados corpos cetônicos, do qual resulta um novo ácido graxo para ser usado como combustível energético.

Na dieta restrita em carboidratos, o percentual desse macronutriente varia entre 4% a 40%. Pode ser realizada por fases, primeira fase chamada de indução, segunda fase a da perda de peso contínua, terceira fase chamada de pré-manutenção e quarta fase que é a da manutenção.

Pode também ser realizada em apenas três fases das quais apenas muda o percentual de carboidratos; na primeira fase 10%, na segunda fase, 27%, e na terceira fase 28%, sendo que o percentual de carboidrato varia de acordo com quem prescreve.

Outra conduta é começar utilizando 20g/dia de carboidrato por 2 meses e após aumentar gradualmente pra 120g/dia. Ou pode ser realizada com uma quantidade inalterada durante todo o tempo da dieta, como por exemplo, 40g/dia de carboidrato.

De acordo com uma revisão de literatura feita por Layse Ramos de Moura em 2015, a dieta de baixo carboidrato tem se demonstrado eficaz em curto prazo para a perda de peso, diminuição dos níveis de triglicerídeos, aumento do HDL e aumento da adiponectin.

Além disso, em relação aos pacientes diabéticos também tem sido relacionada a melhorias na resistência a insulina, controle glicêmico, diminuição da HbA1c e redução dos medicamentos.

Em relação à dieta restrita em carboidratos e a diminuição dos níveis de LDL, os estudos que relacionam a dieta com benefícios nesse parâmetro ainda são escassos e a maioria deles não encontrou vantagens em restringir a ingestão de hidratos de carbono para diminuir os níveis de LDL. Sendo assim, esse é um motivo de preocupação para a aderência a dieta, tendo em vista que os níveis elevados de LDL estão relacionados a fatores de risco cardiovasculares.

Low-carb x Páleo: qual a diferença?

Na dieta low-carb, o que conta é apenas a quantidade de carboidratos (quantas gramas) se consome por dia, e não a sua qualidade.

Na dieta Páleo, evita-se alimentos industrializados ou processados, e os carboidratos são oriundos de vegetais e frutas. Além disso, grãos tais como trigo, aveia e soja, que não faziam parte da dieta pré-agricultura, são eliminandos. Ou seja, é uma dieta com mais hortaliças e frutas, mas completamente sem grãos.

Na dieta low-carb, todas as gorduras são iguais. Na dieta Páleo, parte-se do princípio de que as carnes consumidas por nossos antepassados eram magras (animais de caça), e “grass-fed”, isto é, de animais alimentados com pastagem.

No período Paleolítico, a relação de ácidos graxos ômega-6/ômega-3 era de 1:1 a 2:1. Na nossa dieta atual, é de 10 a 20:1. Animais criados a pasto tem boa proporção de ômega 3 em sua gordura; já aqueles engordados com grãos, têm muito ômega 6.

Nas dietas low-carb, não há restrição a laticínios fermentados (o leite é restrito por causa da lactose, que é um açúcar); na dieta paleolítica original não havia leite, nem laticínios.

Ambas as dietas restringem os legumes, mas por motivos diferentes: os legumes têm certa quantidade de carboidratos, motivo pelo qual são restritos nas dietas low-carb. Legumes (feijões, lentilhas) contêm alguns antinutrientes (substâncias que impedem a absorção de nutrientes pelo intestino), algumas substâncias irritantes/inflamatórias e não faziam parte da dieta paleolítica original, e por isso também são restritas na dieta Páleo.

A dieta paleolítica contém entre 100 e 150g de carboidratos por dia, o que é muito menos do que os 300 ou 400g da dieta ocidental tradicional. No entanto, é muito mais do que uma dieta low-carb tradicional, como uma dieta Atkins (20g de carboidratos ao dia).

(Fonte: BeefPoint)


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